• CIBPU – Comissão Interestadual da Bacia Paraná-Uruguai

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Ainda em 1951, lançou-se o Plano Básico Energético do Estado, onde já se apontava a necessidade da construção da UHE de Salto Grande, no rio Paranapanema, bem como das usinas de Limoeiro e Euclides da Cunha, no Rio Pardo.

O plano propunha, ainda, o estudo das possibilidades energéticas dos rios Tietê e Paraná.

Através de convênio com Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, São Paulo propunha a criação da Comissão Interestadual da Bacia do Paraná-Uruguai (CIBPU).

Formalmente criada em 1952, a CIBPU, tendo como seu primeiro presidente o governador de São Paulo, engenheiro Lucas Nogueira Garcez, recomendou o aproveitamento hidráulico do Salto de Urubupungá e, posteriormente, os projetos de Jupiá e Ilha Solteira.

A autorização para o aproveitamento desse potencial hidrelétrico foi dada pelo governo federal, ao governo paulista, em maio de 1957, determinando que se constituísse uma companhia de economia mista, que seria a Centrais Elétricas de Urubupungá (Celusa), que viria a ser criada em 03/01/1961.

Sua atribuição inicial era o aproveitamento do salto de Urubupungá, no trecho em que o rio dividia São Paulo de Mato Grosso e a construção das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, no rio Paraná, no Noroeste do Estado de São Paulo.

Essas usinas já haviam sido previstas, na década de 1950, pelo estudo realizado pela CIBPU e que quando em operação deveriam ter uma capacidade instalada de 3,9 milhões de kW.

O Governo do Estado de São Paulo detinha 98% das ações e os 2% restantes foram divididos entre os estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

O primeiro presidente da empresa foi o advogado Hélio Bicudo.

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